Fevereiro Roxo: como a nutrição pode ajudar no controle do Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia.
Fevereiro Roxo é o mês de conscientização sobre três condições que impactam profundamente a vida de milhares de pessoas: Alzheimer, Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) e Fibromialgia.
Embora ainda não exista cura para essas doenças, existe algo muito poderoso que pode fazer parte do tratamento: a alimentação.
Mais do que nutrir, ela pode ser uma aliada no controle da inflamação, no equilíbrio do sistema imunológico e na melhora da qualidade de vida.
Vamos entender melhor?
Doença de Alzheimer: quando a memória começa a falhar
A Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência. Ela afeta progressivamente:
Memória
Raciocínio
Comportamento
Capacidade funcional
É como se um “nevoeiro” fosse avançando sobre o cérebro, dificultando funções que antes eram simples.
O papel da alimentação
A Dieta Mediterrânea tem sido amplamente associada à proteção da saúde cerebral. Rica em antioxidantes, gorduras boas e compostos anti-inflamatórios, ela ajuda a:
✔ Reduzir o estresse oxidativo
✔ Proteger os neurônios
✔ Preservar funções cognitivas
Alimentos-chave incluem:
Peixes ricos em ômega-3 (salmão, sardinha)
Azeite de oliva extravirgem
Frutas vermelhas e cítricas
Vegetais verde-escuros
Oleaginosas
Lúpus Eritematoso Sistêmico: quando o corpo ataca a si mesmo
O Lúpus é uma doença autoimune. Isso significa que o sistema de defesa do corpo, por engano, passa a atacar tecidos saudáveis.
Ele pode afetar:
Articulações
Pele
Rins
Sistema nervoso
Como a nutrição ajuda?
No Lúpus, o foco é reduzir a inflamação e preservar órgãos.
A alimentação anti-inflamatória auxilia no controle dos sintomas e também merece atenção especial para:
Vitamina D (muitas vezes precisa de acompanhamento e possível suplementação)
Cálcio, especialmente importante para quem faz uso de corticoides
Evitar ultraprocessados, excesso de açúcar e gorduras inflamatórias é parte fundamental da estratégia.
Fibromialgia: dor persistente e cansaço constante.
A Fibromialgia é marcada por:
Dor muscular generalizada
Cansaço intenso
Alterações no sono
Mudanças de humor
Embora não exista uma dieta específica para a condição, a alimentação pode contribuir muito no controle dos sintomas.
Nutrientes importantes
Magnésio (sementes de abóbora, espinafre, amêndoas) → auxilia no relaxamento muscular
Redução de glutamato monossódico → pode ajudar a diminuir a sensibilidade à dor em algumas pessoas
Manutenção de peso saudável → reduz sobrecarga nas articulações.
Alimentação anti-inflamatória na prática
De forma geral, para as três condições, a base alimentar deve priorizar:
Inclua mais:
Frutas coloridas
Vegetais verde-escuros
Peixes ricos em ômega-3
Oleaginosas
Azeite de oliva extravirgem
Consuma com moderação:
Carnes processadas
Frituras
Refrigerantes
Doces em excesso
Farinhas refinadas
Alimentos ultraprocessados
Um prato colorido é mais do que bonito ele é funcional.
O verdadeiro significado do Fevereiro Roxo.
O Fevereiro Roxo nos lembra que o cuidado vai além do tratamento medicamentoso.
A alimentação é uma ferramenta poderosa de apoio, mas precisa ser individualizada. Cada organismo responde de forma diferente, especialmente quando falamos de doenças crônicas e autoimunes.
Por isso, o acompanhamento com um nutricionista faz toda a diferença na construção de um plano alimentar adequado à sua realidade.
Nutricionista Gabriela Polakowski - CRN - 8 15420.